terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A dificuldade do diagnóstico endodôntico

Uma das etapas mais complicadas de um tratamento endodôntico é o diagnóstico. O relato do paciente acompanhado de um bom exame radiográfico irão auxiliar a desvendar esse enigma, porém nem sempre é tão simples assim. Veja o caso a seguir:

Paciente comparece a clínica da Universidade apresentando dor intensa em região direita de mandíbula. A paciente relatou: "Tem dois dias que não durmo, sinto dor espontaneamente. Alem do mais tem um edema lá no último dente." Parecia simples, mas o exame radiográfico tratou de complicar nossa vida:



Dente 47 e 46 com tratamento endodôntico deficiente e dente 45 sem tratamento endodôntico e com prótese fixa apresentando infiltração por cárie
E ai, o que fazer?

2 comentários:

  1. Por mais deficiente que esteja o tratamento endodôntico do 47 e 46 não vamos deixar de dar prioridade no diagnóstico do dente 45, pois o cd não deveria em hipótese alguma cimentar uma prótese fixa sem tratar o canal antes. Provavelmente o dente que está doendo é o 45. Tira essa prótese e vamos tratar o canal!

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  2. É possível que o paciente esteja associando a dor aguda que está sentindo ao inchaço no ultimo dente, no entanto é provável que esta dor seja causada pelo dente 45 que está com esta infiltração por cárie!!Vale a pena lembrar que o almento de volume não é algo normal o que indica que o último dente que está com o tratamento endodôntico insatisfatório deve ser retratado.

    Marcelo Vitoriano.

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